{"id":1759,"date":"2023-07-10T08:38:10","date_gmt":"2023-07-10T08:38:10","guid":{"rendered":"https:\/\/www.cjacobluthier.com\/?p=1759"},"modified":"2024-01-18T16:50:56","modified_gmt":"2024-01-18T16:50:56","slug":"a-arte-de-candido-jacob-luthier","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.cjacobluthier.com\/pt-pt\/a-arte-de-candido-jacob-luthier\/","title":{"rendered":"A arte de C\u00e2ndido Jacob Luthier"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>H\u00e1 of\u00edcios que s\u00e3o mais do que, apenas e s\u00f3, o trabalho das m\u00e3os de um artes\u00e3o. S\u00e3o arte, singular e de excel\u00eancia, nascida de m\u00e3os que sabem, que s\u00e3o mestres de um of\u00edcio complexo que transforma madeiras, a\u00e7o, vernizes e outros materiais em sons que nos prendem, que nos cativam. <\/b><\/p>\n<p>Num in\u00edcio de tarde, deste inverno que j\u00e1 vai longo, mergulh\u00e1mos na arte de criar instrumentos de cordas, no of\u00edcio de Luthier com C\u00e2ndido Jacob. Por entre madeiras, moldes, serras, vernizes e colas, e tantos materiais mais, estivemos no atelier deste Luthier que nos desvendou\u00a0a arte por detr\u00e1s do of\u00edcio, a paix\u00e3o que o move de construir guitarras \u00fanicas, irrepet\u00edveis, genu\u00ednas. Cada guitarra tem, no seu todo, os elementos criados por C\u00e2ndido Jacob (excepto pe\u00e7as em\u00a0metal, como os trastes, no bra\u00e7o da guitarra). Cada madeira \u00e9 comprada em m\u00e3o, porque testar a sua vibra\u00e7\u00e3o \u00e9, absolutamente, essencial. Cada ferramenta est\u00e1 alinhada, pronta no local certo, para o momento do uso. Cada cola e verniz preparados atempadamente. Cada desenho tra\u00e7ado ao rigor e seu molde trabalhado sem falhas. Cada passo no seu tempo. Cada movimento pela m\u00e3o de quem sabe. Tudo concretizado\u00a0num atelier, em Coimbra, num espa\u00e7o onde o sil\u00eancio s\u00f3 \u00e9 interrompido pela m\u00fasica. Sil\u00eancio que \u00e9 premissa para que s\u00f3 a guitarra se fa\u00e7a ouvir. C\u00e2ndido Jacob Luthier \u00e9 mestria da manufactura em crescimento, no criar de guitarras.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Como descreve um Luthier a sua profiss\u00e3o a um leigo?<br \/>\n<\/b><\/p>\n<p>Um Luthier \u00e9 um construtor. Um oficio que \u00e9 dedicado \u00e0 constru\u00e7\u00e3o e repara\u00e7\u00e3o de instrumentos de corda. S\u00f3 isto. O mais simples poss\u00edvel.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>E se tivesses a falar com um m\u00fasico, como falarias do teu trabalho?<\/b><\/p>\n<p>Da mesma forma. A maior parte dos m\u00fasicos n\u00e3o sabe como funciona a constru\u00e7\u00e3o de uma guitarra. Eu pr\u00f3prio n\u00e3o sabia antes de come\u00e7ar a construir, ap\u00f3s de ter tido alguns problemas com guitarras minhas. S\u00e3o raros os guitarristas que sabem como cresce o instrumento, muitos nem sabem o que \u00e9 um Luthier, chegam a pensar que, no meu caso, pela forma como aparece na minha p\u00e1gina p\u00e1gina, \u00e9 um apelido. Normalmente, explico porque determinada pe\u00e7a est\u00e1 em determinada posi\u00e7\u00e3o e a resposta \u00e9 \u201cnunca tinha reparado\u2026\u201d. Da\u00ed, sim. Diria como a um leigo.<\/p>\n<p>Viol\u00e3o, violinos, violas, violoncelos, contrabaixos, violas da gamba, guitarras (e s\u00e3o tantas que corto na descri\u00e7\u00e3o), ala\u00fades, archiala\u00fades, tiorbas, bandolins\u2026 o que tenha cordas, \u00e9 o teu universo, creio.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Qual o(s) mais encomendado(s)?<\/b><\/p>\n<p>No meu caso, estou dedicado \u00e0s guitarras, mas n\u00e3o a todo o tipo de guitarras. O que me \u00e9 encomendado tem por base aquilo que o cliente v\u00ea que eu fa\u00e7o, que s\u00e3o guitarras com cordas de a\u00e7o. Guitarras mais viradas para o Blues e para a Folk. A cl\u00e1ssica que constru\u00ed, por exemplo, fiz s\u00f3 como in\u00edcio da aprendizagem para saber como \u00e9 que funcionava, doutro modo, por mim, nem se quer tinha come\u00e7ado por uma cl\u00e1ssica, mas teve de ser. Era algo mais simples e para come\u00e7ar o of\u00edcio era o certo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Qual a guitarra mais complexa de criar, ou s\u00e3o todas complexas, no seu estilo?<\/b><\/p>\n<p>Mais complexa\u2026 Bom, fiz uma Archtop que \u00e9 uma guitarra de jazz, de tampo arqueado, escavada, esculpida,\u2026 digamos assim. Sim, essa \u00e9 a mais complexa de construir, a mais dificil para mim, at\u00e9 porque ainda s\u00f3 fiz uma (risos). Depois, todas t\u00eam o seu grau de dificuldade, a sua caracter\u00edstica\u2026 E, na verdade, tamb\u00e9m estou, no momento, numa fase de experimenta\u00e7\u00e3o de muita coisa. Ent\u00e3o, cada guitarra acaba por ser um desafio com o seu grau de complexidade, pois estou a criar algo inteiramente novo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Posso pedir-te para sucintamente descreveres o processo criativo e de constru\u00e7\u00e3o base, que seja quase transversal a todos? Do desenho ao afinar. Confesso que \u00e9 algo que vejo como uma arte superlativa\u2026<\/strong><\/p>\n<p>criar um objecto que me vai envolver em sons.<br \/>\nPrimeiro, o desenho. Depois, o molde que, para mim, tem um problema. Como fa\u00e7o guitarras sempre diferentes tenho de fazer v\u00e1rios moldes, fazer sempre um novo. Segue-se o calibrar da madeira, isto \u00e9, colocar a madeira a uma espessura espec\u00edfica e tudo depende do tipo de madeira que \u00e9. Pode ser, por exemplo, pinho (que a n\u00edvel de resist\u00eancia e de condu\u00e7\u00e3o do som \u00e9 a melhor e a mais leve \u2013 densidade \/leveza\/condu\u00e7\u00e3o do som e resist\u00eancia \u00e9 superior) ou cedro (n\u00e3o desenvolve tanto como o pinho, \u00e9 mais fr\u00e1gil de trabalhar e com um som mais quente, n\u00e3o servindo para todas as guitarras), ou\u2026 s\u00f3 para uma breve ideia da import\u00e2ncia da escolha da madeira, pois cada uma tem a sua caracter\u00edstica sonora. Passos seguintes, toda a parte da colagem da madeira, colagem das barras harm\u00f3nicas (barras que acabam por equilibrar a nivel sonoro o tampo, digamos que se n\u00e3o existissem barras sonoras o tampo acabaria por vibrar de modo aleat\u00f3rio, sem limite; prendem o tampo de maneira a dar-lhe resist\u00eancia e, simultaneamente, a limitar a vibra\u00e7\u00e3o controlando-o), isto tanto no tampo como no fundo. Entramos na fase das ilhargas (na lateral) que s\u00e3o dobradas de maneira a dar forma \u00e0 guitarra e, depois de esculpidas as barras no tampo e no fundo, s\u00e3o colados um e outro para formar a caixa. Est\u00e1 fechada a caixa!<br \/>\nO passo seguinte \u00e9 realizar os contornos, \u00e9 feito o bra\u00e7o, a cabe\u00e7a, tudo \u00e9 unido, colado, lixado,\u2026 depois h\u00e1 que calcular a altura do cavalete (no tampo, onde rematam as cordas), calcular a dist\u00e2ncia correta para cada, envernizar, trabalhado o osso para fazer as pestanas (passagem do bra\u00e7o para a cabe\u00e7a), colocar afinadores, trastes, cordas e come\u00e7ar a tocar.<br \/>\nTentei sintetizar (risos).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Objectos essenciais \u00e0 constru\u00e7\u00e3o de um instrumento de cordas? Quais os nomes e para que servem? Como sabes, sou a leiga\u2026<\/b><\/p>\n<p>Madeira \u00e9 a base indispens\u00e1vel. Plainas \u2013 eu s\u00f3 tenho tr\u00eas h\u00e1 quem tenha quarenta, mas chegam-me -, form\u00f5es \u2013 para desbastar ou abrir cavidades -, serras, uma boa pedra de afiar n\u00e3o pode faltar, e\u2026 S\u00e3o tantos e eu uso quase tudo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Uns nomes mais caricatos, h\u00e1?<\/strong><\/p>\n<p>Uhm\u2026 um graminho de corte \u2013 ferramenta para fazer o corte no tampo e no fundo, de maneira a posteriormente encaixar contornos espec\u00edficos, \u00e9 semelhante ao graminho de marca\u00e7\u00e3o, mas tem uma l\u00e2mina para cortar -; depois, todo o tipo de ferramentas que um serralheiro e um carpinteiro utilizam como transferidores; uma boa faca; um paqu\u00edmetro \u2013 \u00e9 a \u00fanica maneira de controlar as pequenas espessuras com que trabalho, \u00e9 tamb\u00e9m chamado de compasso de espessura -; grampos, uma boa serra japonesa \u2013 que corta muito bem mesmo sem magoar a madeira; grosas \u2013 para desbastar; limas; muita lixa\u2026 e tanto mais.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>O processo, que atr\u00e1s fal\u00e1mos, tem o seu tempo no tempo. H\u00e1 um tempo certo para constru\u00edres cada nova pe\u00e7a?<\/strong><br \/>\nMais ou menos dois meses. Nunca estou, verdadeiramente, dedicado a 100% a uma pe\u00e7a que crio porque aparecem repara\u00e7\u00f5es e clientes que precisam da guitarra dentro de dois ou tr\u00eas dias. A\u00ed, paro a constru\u00e7\u00e3o para reparar a guitarra, \u00e0s vezes v\u00eam tr\u00eas a quatro guitarras ao mesmo tempo e s\u00e3o, por norma, uns quantos dias de pausa em que me dedico \u00e0 repara\u00e7\u00e3o, atrasando um pouco o processo de constru\u00e7\u00e3o de uma guitarra de origem.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>M\u00fasicos que possas desvendar o nome para quem j\u00e1 criaste um instrumento de cordas?<\/strong><br \/>\nFiz uma guitarra para o Sr. Vulc\u00e3o e para mais algu\u00e9m conhecido n\u00e3o h\u00e1 propriamente um nome. Criei uma stompbox para o Frankie Chavez \u2013 mas n\u00e3o \u00e9 guitarra. Conhecido, com um projecto musical, n\u00e3o tenho nomes para te dar. Trabalho muito para professores de guitarra que n\u00e3o t\u00eam a visibilidade de um m\u00fasico reconhecido.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><b>Ao criares para m\u00fasicos profissionais, a liberdade criativa existe ou cinges-te apenas aos requisitos pedidos e n\u00e3o d\u00e1s r\u00e9deas \u00e0 tua assinatura?<\/b><\/p>\n<p>At\u00e9 \u00e0 data, nunca me foram colocadas limita\u00e7\u00f5es. Pediram-me sempre uma guitarra \u00e0 medida deles, m\u00fasicos, mas confiaram-me o trabalho com total liberdade criativa, sem entraves. Por enquanto, claro. No dia em que surja algu\u00e9m que me limite um pouco, vou tentar criar um instrumento em que haja pontos em comum entre mim e o m\u00fasico.<br \/>\nClaro que se um m\u00fasico quiser uma guitarra com um determindado tipo de som e formato, \u00e9 o b\u00e1sico, mas em toda a componente est\u00e9tica, que faz parte do meu trabalho, das guitarras que saem do meu atelier, \u00e9 a minha parte. Um m\u00fasico pede um formato igual a um que tenha aqui, mas um pouco mais pequeno, com a cabe\u00e7a diferente e a\u00ed, entra o meu processo criativo, sempre com a ajuda dele quando lhe pergunto como \u00e9 que gostaria de ver um determinado pormenor, como gostaria de ter a guitarra, \u00e0s vezes, esta \u00e9 a parte mais complicada.<br \/>\nJ\u00e1 me pediram guitarras com contornos em pl\u00e1stico e pintadas de certa forma em que rejeitei a encomenda. N\u00e3o faz parte da minha imagem, do meu trabalho, da minha t\u00e9cnica desenvolvida onde tudo \u00e9 feito por mim, manualmente, trabalhando as mat\u00e9rias de forma ancestral \u2013 falo das colas e dos vernizes, por exemplo, que sou eu que os fa\u00e7o aqui, no atelier, n\u00e3o compro nada feito; tal com o osso que uso, por exemplo, no cavalete\u2026 Vou ao talho buscar, cozo, preparo\u2026 J\u00e1 houve quem me pedisse para pintar com tintas e vernizes de celulose e n\u00e3o d\u00e1, n\u00e3o fa\u00e7o isso.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Se eu olhar para um instrumento, algures num palco, h\u00e1 algum elemento que me fa\u00e7a dizer\u2026 isto \u00e9 obra-prima do C\u00e2ndido Jacob?<\/strong><\/p>\n<p>Todas as minhas guitarras t\u00eam um logotipo em madeira, colado na guitarra, por dentro.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>A pergunta que te poderia ter feito no in\u00edcio, mas que fa\u00e7o agora, a caminho do fim. Porqu\u00ea ser um luthier por c\u00e1?<\/strong><\/p>\n<p>Primeiro, porque me fascinava. Desde que comecei a debru\u00e7ar-me sobre o construir de uma guitarra fiquei maravilhado com todo o processo. Comecei por procurar informa\u00e7\u00e3o na internet, a ver videos, sites e cada vez me interessava mais. Depois, o que j\u00e1 te disse, o tal problema que tive com uma guitarra e o leva-la um carpinteiro que me criou um problema ainda maior. (Risos). Ent\u00e3o, decidi dedicar-me a esta arte. Nessa altura, conheci o Fernando Meireles (Luthier) e entrei contacto com ele. Deu-me logo um sim, que podia ir ao atelier dele para aprender o of\u00edcio. Estive l\u00e1 durante um ano e meio. Seguiu-se Paris, para aprender com outro Luthier, e a paix\u00e3o foi crescendo cada vez mais. \u00c9 um of\u00edcio, mas \u00e9 tamb\u00e9m uma grande paix\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>O que est\u00e1 por detr\u00e1s do Luthier? Ouvi dizer que h\u00e1 uma forma\u00e7\u00e3o numa outra \u00e1rea, outros interesses.<\/strong><\/p>\n<p>Sou licenciado em Hist\u00f3ria de Arte com especializa\u00e7\u00e3o em Arte e Cr\u00edtica Contempor\u00e2nea, e foi a\u00ed que decidi n\u00e3o trabalhar na \u00e1rea da Arte, (risos) n\u00e3o me dedicar \u00e0 Arte. Ainda trabalhei dois anos numa Galeria, mas n\u00e3o era o tipo de trabalho que queria gostava ou procurava. Aprendi muito, na Galeira 7, em Coimbra, todavia n\u00e3o era o futuro.<br \/>\nE \u00e9 poss\u00edvel ser um Luthier, em Portugal, com saldo positivo?<br \/>\nSim, podes ser Luthier em Portugal, com saldo positivo. \u00c9 um desafio, \u00e9 um certo isolamento de muita coisa, um of\u00edcio em que trabalho sozinho, naquilo que gosto, que idealizei. \u00c0 parte disto, fa\u00e7o montagens de exposi\u00e7\u00f5es de arte, \u00e9 verdade, h\u00e1 outros interesses de conhecimentos que ficam. A Arte Contempor\u00e2nea sempre foi uma \u00e1rea que gosto muito, mas \u00e9 mais um part-time.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>A tua profiss\u00e3o aparece como violeiro, guitarreiro ou luthier. Por que usamos n\u00f3s mais a palavra francesa e n\u00e3o a portuguesa? Acabou por cair no uso como tantos outros termos em tantas outras \u00e1reas? Na etimologia da francesa, ela deriva de Luth (ala\u00fade).<\/strong><\/p>\n<p>Violeiro, creio, \u00e9 um termo mais utilizado no Brasil. Luthier, talvez pela universalidade da palavra. \u00c9 um estrangeirismo agrad\u00e1vel ao ouvido e ideal para melhor se associar ao oficio.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>H\u00e1 algum Antonio Stradivari (1644-1737), Guiseppe Guarnieri (1698-1744) ou Nicol\u00f2 Amati (1596-1684) contempor\u00e2neo que seja refer\u00eancia para ti?<\/strong><\/p>\n<p>H\u00e1 pelo menos tr\u00eas que s\u00e3o as pessoas com quem tenho mais contacto, duas delas foi com quem aprendi a arte de ser Luthier. Uma \u00e9 o Fernando Meireles, de quem admiro o trabalho. \u00c9 algu\u00e9m que me continua a transmitir novos saberes sempre que vou ao atelier dele, que me continua a inspirar e, principalmente, comecei a aprender esta arte com ele. Depois, outra pessoa, tamb\u00e9m com um trabalho excepcional, o Ludovic Barrier. Franc\u00eas, da minha idade, com quem eu estive a aprender em Paris e que faz guitarras absolutamente fabulosas. Por fim, Andy Manson, um Luthier ingl\u00eas, internacionalmente conhecido pelo trabalho que fez, at\u00e9 porque construiu guitarras para nomes como Jimmy Page e John Paul Jones (Led Zepplin), e como vive em Portugal permite uma proximidade, uma amizade (amizade que tamb\u00e9m mantenho com o Fernando e com o Ludovic). Manson tem um trabalho \u00edmpar e muito virado para o que eu fa\u00e7o, na Folk.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Para quem gostarias de criar um instrumento de cordas, um sonho?<\/strong><\/p>\n<p>(Risos). S\u00e3o tantos. \u00c9 dif\u00edcil, mas\u2026 gostaria muito de fazer uma Weissenborn para o Ben Harper, m\u00fasico que ouvi desde pequeno e que me fez aprender a ouvir e a adorar este tipo de guitarra, este tipo de sonoridade. Acrescento o Keziah Jones, Jos\u00e9 Gonz\u00e1lez e, se estivessem vivos, George Brassens e Elliott Smith. Ah! (risos) E o Nick Drake que me fez apaixonar pelo som ac\u00fastico.<\/p>\n<p>A complexidade de uma arte que \u00e9 um of\u00edcio onde a m\u00e3o, o talento e a paix\u00e3o s\u00e3o as ferramentas essenciais ao criar de uma guitarra.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Texto de <strong>Sara Quaresma Capit\u00e3o<br \/>\n<\/strong><\/p>\n<p>(<em>Publicado a 10 de Mar\u00e7o de 2016 em <a href=\"http:\/\/mutante.pt\/2016\/03\/a-arte-de-candido-jacob-luthier\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">mutante.pt<\/a><\/em>)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Num in\u00edcio de tarde, deste inverno que j\u00e1 vai longo, mergulh\u00e1mos na arte de criar instrumentos de cordas, no of\u00edcio de Luthier com C\u00e2ndido Jacob.<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":1768,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[32,19],"tags":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v23.5 - 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